Grupos Reflexivos ‘Quebrando Ciclos’ levam experiência de Aracaju a guardas municipais do sertão sergipano

Iniciativa desenvolvida pela SerMulher Aracaju foi apresentada durante formação promovida pelo TJSE na sede da FAMES.

Formação em parceria com o TJSE reuniu guardas de Monte Alegre e Canindé para fortalecimento da rede de proteção às mulheres. (Foto: Divulgação / SerMulher Aracaju)

A experiência pioneira do município de Aracaju no trabalho com autores de violência doméstica integrou a capacitação de profissionais da segurança pública realizada na Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (FAMES). O encontro, promovido em parceria com a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE), capacitou integrantes das Guardas Municipais e das Patrulhas Maria da Penha dos municípios de Monte Alegre de Sergipe e Canindé de São Francisco.

Durante a formação, a Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher Aracaju) compartilhou a metodologia dos Grupos Reflexivos “Quebrando Ciclos”. A iniciativa atua diretamente na reabilitação e conscientização de homens autores de agressão, estimulando a autorresponsabilização, a regulação emocional e o controle de impulsos para evitar a reincidência de agressões.

Transformado em política pública municipal em outubro e completando um ano de atuação contínua no início de novembro, o projeto busca complementar o acolhimento direto oferecido às vítimas pela rede especializada de proteção.

Segundo a coordenação de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da SerMulher, as dinâmicas reflexivas permitem desarmar resistências a partir do quarto encontro, abrindo espaço para que os participantes expressem sentimentos e reavaliem suas condutas no ambiente familiar.

Integração entre Segurança e Rede de Proteção

  • Municípios Atendidos na Formação: Monte Alegre de Sergipe e Canindé de São Francisco.
  • Apoio Institucional: Coordenadoria da Mulher do TJSE e FAMES.
  • Foco das Atividades: Articulação operacional das Patrulhas Maria da Penha com Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs) e serviços reflexivos.

Por Lilian Dias

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