A mobilidade urbana da Região Metropolitana de Aracaju está prestes a passar por uma transformação histórica. Durante a cerimônia de assinatura do Termo de Cooperação Técnica realizada nesta sexta-feira (3), o ministro dos Transportes, George Santoro, confirmou o início oficial dos estudos de viabilidade para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Sergipe. A previsão do Governo Federal é que o modal seja tirado do papel em até dois anos, com um aporte financeiro estimado em mais de R$ 700 milhões.
“Esse investimento, a gente acredita que vai ficar em mais de 700 milhões entre material rodante e linha férrea. É um projeto bastante robusto. O valor total exato será fechado assim que definirmos, junto com o governo do Estado, a localização exata das estações e a modelagem dos trechos”, explicou o ministro Santoro.
Integração de Quatro Municípios
O governador Fábio Mitidieri destacou a importância da integração metropolitana para o sucesso do novo sistema. O traçado do VLT funcionará de forma linear, partindo de São Cristóvão, cruzando pontos estratégicos de Aracaju, avançando por Nossa Senhora do Socorro e estendendo-se até o município histórico de Laranjeiras.
“É fundamental a participação ativa das prefeituras para que compreendam como vai funcionar a operação, como a população local será atendida e de que forma o comércio e os trabalhadores vão se beneficiar desse modal”, apontou o governador. A implantação do sistema faz parte do pacote de investimentos federais em Sergipe, que soma cerca de R$ 72,5 bilhões em diversas áreas estruturantes.
Entenda como funciona o VLT
O Veículo Leve sobre Trilhos é um meio de transporte moderno que opera em uma plataforma com vias exclusivas e segregadas. Ele se destaca por ser significativamente mais leve do que um trem convencional, emitir pouquíssimo ruído e trafegar com alta eficiência energética. Trata-se de uma alternativa ideal para deslocamentos rápidos dentro de grandes aglomerados urbanos.
Diferente dos sistemas tradicionais de metrô, o VLT possui uma capacidade de transporte intermediária (maior que a de um sistema de bondes modernos e menor que a de um trem pesado). Outra característica marcante está na acessibilidade e praticidade: em muitos modelos internacionais e nacionais, a validação ou compra dos bilhetes de passagem é feita diretamente no interior dos vagões, agilizando o embarque e evitando filas em catracas nas estações.
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