Os investimentos em saneamento básico na Região Nordeste somaram R$ 5 bilhões no ano de 2024, destinados à modernização e ampliação dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Os dados constam na publicação Panorama da Universalização do Saneamento 2026, elaborada pela Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (ABCON).
O levantamento revela que a participação do setor privado ganhou força com o Marco Legal do Saneamento. Atualmente, 705 municípios nordestinos (39% do total da região) contam com atuação de operadoras privadas. Ao todo, já foram realizados 17 leilões de concessão e parcerias na região, contratualizando R$ 50,5 bilhões em investimentos para beneficiar cerca de 22,8 milhões de pessoas.
Em 2024, as empresas privadas foram responsáveis por 37% do montante total investido na infraestrutura de água e esgoto do Nordeste.
Impactos sociais em Sergipe
Entre os casos práticos citados pela publicação da ABCON está a atuação da Iguá Sergipe. No estado, a concessionária implementou o programa Rota Social com o objetivo de acelerar a inclusão de famílias vulneráveis na Tarifa Social.
Com a iniciativa, o número de beneficiados com descontos na conta de água saltou de 18 mil para 84 mil pessoas, com previsão de atender mais de 15% da população sergipana.
Desafios para a universalização até 2033
Apesar do ciclo positivo de aportes em estados como Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Piauí, Ceará e Paraíba, o estudo alerta para gargalos que precisam ser superados para o cumprimento das metas estipuladas para 2033.
Hoje, 19% dos municípios do Nordeste ainda não possuem metas contratualizadas para abastecimento de água, enquanto 25% continuam sem metas formais para o esgotamento sanitário, o que reforça a necessidade de novos leilões e segurança jurídica para atrair capital.
Com informações da Assessoria de Imprensa / ABCON.
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