O balanço dos festejos juninos em Sergipe também traz um alerta para os perigos envolvendo as tradições da época. O Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), localizado na capital, contabilizou um total de 30 atendimentos a pessoas que sofreram acidentes diretos com fogos de artifício. Os dados estatísticos compreendem o período festivo entre os dias 31 de maio e 28 de junho.
Os dados detalham a assistência prestada a pacientes da capital e do interior que manusearam artefatos perigosos de forma incorreta ou foram atingidos durante as celebrações.
Explosivos Juninos e Acidentes com Pólvora
De acordo com o relatório preliminar emitido pela assessoria do hospital, o Pronto-Socorro do Huse recebeu, ao todo, 54 pacientes com diagnósticos de queimaduras das mais diversas naturezas — incluindo acidentes domésticos com líquidos superaquecidos, produtos químicos e fogo direto.
Dentre esse montante geral, a maioria esmagadora (30 internações) foi desencadeada pelo uso de fogos típicos do Nordeste, a exemplo de espadas, busca-pés e bombas de alta potência. O levantamento estatístico da unidade também destacou ocorrências graves envolvendo a manipulação inadequada de pólvora pura e até mesmo um ferimento originado pelo disparo de bacamarte, artefato cultural comum em cortejos do estado.
Internações na Unidade Especializada
Diante da gravidade das lesões na pele e vias aéreas, 17 pessoas precisaram ser transferidas e internadas de forma imediata na Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ), ala de alta complexidade do Huse. Desse grupo que necessitou de cuidados intensivos e curativos cirúrgicos, quatro casos foram motivados estritamente pela explosão de fogos.
A direção do complexo hospitalar reforça que, embora o período crítico de São João e São Pedro tenha passado, os cuidados preventivos com cicatrizes e o acompanhamento ambulatorial continuam sendo prestados às vítimas.
Em casos de queimaduras domésticas, a orientação médica imediata é lavar o local afetado apenas com água corrente em temperatura ambiente e procurar o posto de saúde ou hospital mais próximo, evitando o uso de receitas caseiras como pasta de dente ou manteiga, que agravam a lesão.
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