O avanço desenfreado de narrativas falsas e deepfakes criados por inteligência artificial acendeu o sinal de alerta vermelho no ecossistema da diplomacia internacional nesta semana. Durante pronunciamento oficial na Suíça, a Agência das Nações Unidas para Refugiados advertiu que a disseminação de informações distorcidas e o discurso discriminatório estão gerando agressões físicas e colocando em risco a vida de populações vulneráveis e trabalhadores sociais.
Riscos operacionais e o uso malicioso da inteligência artificial
Conforme o relato emitido por especialistas no Palácio das Nações, ferramentas tecnológicas generativas estão sendo manipuladas por golpistas e redes criminosas. O uso ilegítimo da tecnologia inclui desde a fabricação de vídeos falsos envolvendo representantes humanitários até a vazamento de coordenadas geográficas de abrigos de emergência, o que afeta diretamente os repasses financeiros internacionais e impede a prestação de serviços básicos como educação, saúde e registro civil.
Capacitação e conscientização no ensino superior brasileiro
Buscando conter o avanço desse fenômeno no território nacional, a divisão brasileira da agência internacional articulou workshops e oficinas voltadas ao meio acadêmico. As formações já capacitaram mais de mil e trezentos universitários das áreas de ciências humanas em instituições públicas e privadas, visando desconstruir estereótipos prejudiciais. O próximo ciclo de debates acadêmicos com inscrições gratuitas está agendado para o dia dezessete de agosto na Universidade Federal de Santa Catarina.
Por Assessoria
