Moradores do município de Itaporanga d’Ajuda, na região da Grande Aracaju, viveram momentos de pânico na noite desta última quinta-feira (2). Um caminhão de grande porte, completamente carregado com botijões de gás de cozinha (GLP), perdeu o controle em uma via pública, desceu de ré em alta velocidade e atingiu violentamente a estrutura de três residências. O acidente mobilizou equipes de resgate e engenharia do município.
Falha no Freio e Impacto contra Imóveis
De acordo com as informações preliminares colhidas no local do sinistro, o condutor havia estacionado o veículo para realizar uma entrega quando o caminhão começou a andar de ré de forma abrupta. A principal suspeita das autoridades é de que o motorista não tenha acionado corretamente o freio de estacionamento (freio de mão) ou que o sistema mecânico tenha sofrido uma pane hidráulica.
Sem comando, a estrutura pesada ganhou velocidade no declive e só parou após colidir e invadir a fachada das três casas conectadas. O estrondo assustou a vizinhança, que acionou imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) diante do medo generalizado de uma grande explosão no perímetro urbano.
Operação de Remoção e Avaliação Estrutural
Apesar da gravidade do impacto e dos severos danos materiais aparentes, nenhuma pessoa ficou ferida na ocorrência. Os técnicos dos bombeiros realizaram uma varredura minuciosa com detectores e confirmaram que não houve qualquer tipo de vazamento de gás nas válvulas dos botijões, descartando de imediato o risco iminente de incêndio.
A complexa operação de desimpedimento da via durou horas. Os militares do Corpo de Bombeiros organizaram uma linha de frente para descarregar manualmente as dezenas de botijões de gás, aliviando o peso da carga. Na sequência, o caminhão foi arrastado e removido do interior dos imóveis com o suporte coordenado de uma retroescavadeira municipal e dois guinchos pesados de plataforma.
A Defesa Civil de Itaporanga d’Ajuda foi acionada para isolar a área afetada. Engenheiros do órgão ficaram responsáveis por realizar uma vistoria técnica detalhada nas fundações e nas paredes das três residências atingidas, a fim de avaliar se houve comprometimento estrutural grave que exija a evacuação ou o desabamento controlado das moradias.
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