Advogado é preso suspeito de crimes sexuais contra crianças e adolescentes

A OAB/SE se manifestou sobre o caso e suspendeu cautelarmente o exercício profissional do advogado, que permanece preso em Sergipe

A Polícia Civil de Sergipe efetuou a prisão preventiva de um advogado e ex-conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE), investigado por suspeita de cometer crimes sexuais contra crianças e adolescentes. O mandado foi cumprido na última quarta-feira (19) no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). Segundo levantamentos da Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE), o inquérito já mapeou cerca de dez possíveis vítimas.

Inquérito e denúncias na DEACAV

As investigações estão sob a responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas (DEACAV). A apuração teve início após um relato formal de uma das vítimas, indicando ter sofrido abusos sexuais praticados pelo suspeito ao longo de vários anos. Ao comparecer à unidade policial para prestar interrogatório, o jurista teve a ordem de prisão preventiva executada. Um representante da OAB/SE acompanhou todos os trâmites, recebendo cópias da decisão judicial. O investigado passou por audiência de custódia, teve a prisão mantida e segue detido no Presídio Militar (Presmil).

Suspensão institucional da OAB/SE

Em nota oficial, a Presidência da OAB/SE comunicou a abertura imediata de Processo Ético-Disciplinar e aplicou a suspensão cautelar do exercício profissional do advogado. A sanção baseou-se no poder geral de cautela, nos dispositivos do Regimento Interno e em súmula do Conselho Federal da Ordem. A instituição ressaltou o compromisso com a proteção da infância e reforçou que o caso corre sob estrito sigilo legal.

Posicionamento da defesa

O escritório Ricardo Almeida Advogados, que defende o investigado, afirmou que o cliente apresentou-se de forma espontânea, embora discorde da necessidade da prisão. A defesa ressaltou que ele entregou o celular e o passaporte, comprometendo-se a não contatar testemunhas. A nota do escritório pediu cautela nas divulgações para evitar acusações de violência ou ameaça não contidas no processo, informando que os esclarecimentos do mérito serão prestados exclusivamente nos autos sob segredo de justiça.

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