Inteligência Policial: Depatri desarticula fraude de R$ 500 mil contra cantora e prende falso empresário no MA

Esquema envolvia criação de empresa de fachada, simulação de aportes financeiros e uso de comprovantes bancários falsificados

(Foto: Divulgação / SSP-SE)

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Uma complexa investigação conduzida pelo Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) resultou na prisão preventiva de um homem apontado como autor de um golpe de meio milhão de reais direcionado a uma cantora sergipana em início de carreira. A captura do suspeito ocorreu no município de Imperatriz (MA) e contou com o suporte estratégico da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol/PCSE) e da Polícia Civil do Maranhão.

O inquérito policial teve início em julho de 2025, logo após a artista procurar as autoridades policiais em Aracaju para relatar que havia assinado um contrato de assessoria e impulsionamento de carreira com o suposto empresário do ramo musical. De acordo com os levantamentos, o investigado montou uma engrenagem financeira fraudulenta para extrair recursos contínuos da vítima.

Engenharia da Fraude

Segundo a delegada responsável pelas investigações, Lauana Guedes, o suspeito utilizava uma forte capacidade de persuasão de mercado. Para dar legitimidade ao negócio e convencer a artista a realizar seguidas transferências bancárias, ele adotou medidas extremas de simulação corporativa:

  • Empresa de Fachada: O estelionatário constituiu uma pessoa jurídica com registro ativo apenas para mascarar a ilegalidade das operações contratuais.
  • Falsificação de Documentos: Apresentava à vítima comprovantes de transferências bancárias adulterados, simulando aportes financeiros que ele supostamente estaria injetando no projeto artístico.
  • Terceiros Enganados: O nível de sofisticação era tamanho que profissionais legítimos do setor de eventos e publicidade foram contratados e também acabaram lesados pelo investigado.

Para manter a cantora convencida do projeto, o homem chegou a simular a compra de um ônibus personalizado que seria destinado às turnês do projeto de shows. O caso segue sob análise do Depatri, que busca rastrear se a empresa de fachada foi utilizada para lesar outros artistas.

Fonte: SSP/SE

Acompanhe o andamento das principais investigações e operações policiais em: Polícia em Sergipe

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