Os desdobramentos de uma grande operação policial resultaram em mudanças no escalão administrativo da capital. O servidor da Secretaria Municipal da Educação de Aracaju (Semed), identificado como César Dias, foi oficialmente exonerado de suas funções públicas. A destituição do cargo foi formalizada e publicada na edição do Diário Oficial do município desta terça-feira (30).
A medida ocorre após o servidor se tornar o alvo principal de uma apreensão de R$ 240 mil em dinheiro vivo realizada por agentes da Polícia Civil de Sergipe.
Preservação do Interesse Público
Por meio de nota oficial direcionada à imprensa, a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) argumentou que a exoneração imediata configurou-se como a medida administrativa mais prudente e adequada para o momento. Segundo a gestão, o ato administrativo visa resguardar o interesse público e manter a integridade ética da gerência municipal enquanto a dinâmica e a veracidade dos fatos seguem sob rigorosa apuração das autoridades policiais.
Logo após a repercussão do caso, a assessoria jurídica e defesa do ex-servidor emitiu um comunicado público contestando as suspeitas. De acordo com os advogados, os valores em espécie apreendidos possuem “origem perfeitamente certa e lícita”. A defesa declarou ainda que está reunindo toda a documentação fiscal e contábil necessária para apresentar à Polícia Civil e ao Poder Judiciário, com o objetivo de comprovar a total legalidade dos recursos financeiros.
Denúncias de Desvios em Contratos
O escândalo estourou no dia 23 de junho de 2026, data em que os policiais civis localizaram a expressiva quantia de R$ 240 mil em cédulas com César Dias durante o cumprimento de mandados na capital. Segundo a corporação, a ação investigativa foi desencadeada a partir de denúncias consistentes sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos operado por meio de contratos administrativos firmados na Semed.
Na data da operação, o governo municipal havia informado que soube da intervenção policial através dos veículos de comunicação e, de pronto, determinou o afastamento temporário do funcionário. Com o avanço do caso e a necessidade de blindar a pasta, a prefeitura converteu o afastamento em exoneração definitiva, reiterando que continua colaborando e acompanhando de perto os passos do inquérito penal.
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