Polícia: Homem é preso por envenenar namorada e simular suicídio em Aracaju

Investigação do DHPP aponta que suspeito incentivava a vítima a tirar a própria vida e planejou o crime com requintes de crueldade no bairro Olaria.

(Foto: SSP/SE)

Um homem foi preso temporariamente pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Aracaju, sob a acusação de envenenar a namorada e simular um pacto de suicídio coletivo. O crime ocorreu no bairro Olaria e, segundo a SSP/SE, o suspeito utilizou “chumbinho” diluído em potes de sorvete para executar a vítima.

Embora o caso tenha chegado inicialmente como uma tentativa de suicídio conjunta, o delegado Kássio Viana explicou que as inconsistências na cena e no depoimento do homem chamaram a atenção. Enquanto a mulher já estava sem vida, o suspeito permanecia consciente e sem sinais de intoxicação compatíveis com a substância.

Planejamento e Manipulação Psicológica

A investigação revelou que o crime não foi uma explosão emocional, mas uma ação fria e planejada desde 2025:

  • Incentivo ao Suicídio: Mensagens extraídas de celulares mostram que o homem estimulava constantemente a vítima a cometer suicídio, sugerindo inclusive o uso de doces para diluir o veneno.
  • Falso Suporte: O suspeito não aceitava o fim do relacionamento e utilizava chantagens emocionais para manter a vítima próxima.
  • Histórico de Medo: Em novembro de 2025, a vítima já havia relatado a amigos que temia ser morta pelo companheiro.
  • Quadro de Saúde: Ao contrário do alegado pelo suspeito, a polícia apurou que a mulher apresentava melhora no tratamento contra depressão e mantinha rotina social ativa.

Execução Direta

Para a polícia, a versão de “auxílio ao suicídio” foi descartada. “Em qualquer uma das hipóteses, trata-se de homicídio. Houve uma execução planejada e direta”, afirmou o delegado Kássio Viana. O DHPP já solicitou à Justiça a conversão da prisão temporária em preventiva devido aos requintes de crueldade e à frieza do investigado.

O inquérito será agora encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências legais.

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