O panorama do ensino público em Sergipe atravessa um período de modernização e expansão estrutural. Por meio de aportes financeiros direcionados à infraestrutura, inclusão digital, programas pedagógicos de intercâmbio e políticas de valorização do magistério, a gestão estadual vem colhendo resultados que impactam diretamente o cotidiano das comunidades escolares e o rendimento dos estudantes.
Infraestrutura Renovada e Escolas Climatizadas em Aracaju
Em pouco mais de três anos de atuação, a administração estadual contabiliza a entrega de 92 obras na área da educação, englobando intervenções de construção, reforma, ampliação e atualização de prédios escolares, com recursos aplicados na ordem de R$ 222 milhões.
Outro avanço expressivo é a climatização de 252 unidades da rede, com a instalação de mais de 5 mil aparelhos de ar-condicionado. Na Escola Estadual São Cristóvão, localizada em Aracaju, a mudança trouxe alívio para as famílias. Laura Villar, mãe do aluno Thomas Oliver, relembrou o antigo estado de degradação do local:
“A escola realmente precisava de uma reforma. Agora, com a climatização, ficou excelente. É uma tranquilidade deixar os filhos aqui sabendo que eles estão confortáveis, em um ambiente seguro e adequado para estudar”, avaliou.
Ainda na capital sergipana, destaca-se a construção do Centro de Excelência Professora Ângela Maria de Melo, no bairro Japãozinho. Com custo superior a R$ 18 milhões, o complexo abriga 23 salas de aula, laboratórios modernos, refeitório, auditório e quadra poliesportiva coberta. Para os moradores locais, como José Batista de Souza, pai das estudantes Michele e Débora, a obra eliminou os riscos e preocupações diárias com o trânsito no trajeto de longa distância que as filhas faziam anteriormente.
Conectividade, Inteligência Artificial e Intercâmbio pelo Mundo
A pauta tecnológica ganhou velocidade com o programa Educação Conectada, que levou sinal de Wi-Fi e internet de alta velocidade para 100% dos colégios estaduais. Desde o ano passado, o governo distribuiu mais de 60 mil equipamentos entre computadores e tablets de uso pedagógico. Paralelamente, o estado introduziu a disciplina de Inteligência Artificial na grade regular do ensino médio e do ensino fundamental em tempo integral. Projetos como o Educkathon estimulam os jovens na criação de soluções em robótica, como celebrou a estudante Rafaella Fontes, vencedora da última edição em Inovação Tecnológica.
Para além das fronteiras estaduais, o programa Sergipe no Mundo consolidou-se como uma vitrine de intercâmbio internacional. Em sua terceira edição, a iniciativa expandiu o atendimento para contemplar 200 alunos e 23 professores em nove países diferentes. Selecionada para uma imersão linguística na Irlanda, a estudante Ana Carolina Tourinho relatou que a conquista gerou forte emoção em sua família ao acompanhar a live de sorteio dos participantes.
Valorização Docente e Programas de Inclusão Alimentar e Social
A recomposição e o reconhecimento do quadro técnico também avançaram após um hiato de 15 anos sem concursos públicos para o magistério no estado. A gestão realizou um novo certame para o preenchimento de 300 vagas imediatas, além de formar cadastro de reserva. Na parte financeira, o estado injetou mais de R$ 136 milhões na liberação da segunda parcela dos precatórios do Fundef, quitando um direito cobrado pela categoria há quase trinta anos.
No âmbito da assistência social interna e permanência do aluno na escola, o governo executa e mantém uma rede integrada de acolhimento:
- Nutrição: O programa Barriguinha Cheia garante alimentação escolar balanceada para 120 mil matriculados, somando-se à iniciativa Filé de Camarão, implementada nos centros de tempo integral.
- Apoio à Primeira Infância: O programa Ameei liberou R$ 147 milhões para a implantação de 34 creches-escola municipais, apoiando mães e pais trabalhadores no interior do estado.
- Saúde Mental e Dignidade: O projeto Cuidar-SE promove o combate à pobreza menstrual com a distribuição de absorventes para 75 mil alunas vulneráveis, enquanto o programa Acolher insere psicólogos e assistentes sociais no ambiente de convívio escolar para suporte psicossocial.
Por fim, o combate às desigualdades ganhou reforço institucional através do Selo Escola Antirracista Professora Maria Beatriz Nascimento, que já concedeu 541 certificações a colégios estaduais por práticas pedagógicas voltadas à promoção da igualdade racial e diversidade nas salas de aula.



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