Diante da forte repercussão e das manifestações contrárias de moradores e parlamentares locais, a Prefeitura de Aracaju decidiu ampliar o leque de terrenos em avaliação técnica para receber o futuro Cemitério Ecológico Municipal. A definição ocorreu durante reunião conduzida pela prefeita Emília Corrêa nesta terça-feira (3 de novembro), com a participação da Procuradoria-Geral do Município (PGM), da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema).
A polêmica começou após o anúncio da possível desapropriação de uma área no bairro Santo Antônio, pertencente ao Sistema Atalaia de Comunicação, cuja declaração de utilidade pública foi publicada na sexta-feira (30 de outubro). Na segunda-feira (2 de novembro), a gestão municipal detalhou que a proposta prevê um modelo vertical com 5 mil lóculos, ossuário, seis salas de velório, centro ecumênico e tratamento de gases e resíduos sem contaminação do solo.
Com os novos desdobramentos, a administração municipal reiterou que não há local definitivo escolhido. Além do Santo Antônio, a lista de análise agora soma áreas privadas no Japãozinho, Ponto Novo, Santa Maria e na Zona de Expansão (Areia Branca) — as três primeiras indicadas em estudos da gestão anterior. O projeto atende a uma determinação judicial movida pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE) em Ação Civil Pública datada de 2006.
Após a reunião interna, Emília Corrêa solicitou formalmente ao MPSE a realização de uma audiência pública na próxima semana, na sede do órgão, para apresentar o projeto arquitetônico à comunidade, tirar dúvidas e discutir de forma transparente as alternativas viáveis para a capital.
Novo Cemitério Ecológico de Aracaju
Quais bairros de Aracaju estão em análise para receber o novo cemitério?
Atualmente, a gestão municipal avalia terrenos nos bairros Santo Antônio, Santa Maria, Japãozinho, Ponto Novo e na Zona de Expansão (Areia Branca).
Qual a capacidade prevista para a nova estrutura pública?
O projeto inicial prevê 5 mil lóculos verticais em estrutura isolada, seis salas de velório, ossuário, centro ecumênico e estacionamento.
Por que a Prefeitura de Aracaju precisa construir um novo cemitério?
A obra atende a uma determinação da Justiça decorrente de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo MPSE em 2006 para suprir o déficit histórico de vagas na capital.
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