TRE-SE indefere candidaturas da Federação PSOL/Rede em Sergipe; Linda Brasil anuncia recurso

Decisão atinge chapas para governo, senado e chapas proporcionais; defesa alega pendência restrita à Rede e vai ao TSE

Foto: Nelson-Jr.-AscomTSE

O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) indeferiu, por maioria de votos em sessão realizada nesta sexta-feira (4), o registro do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da Federação PSOL/Rede para as eleições de 2026. A deliberação atinge de forma direta as candidaturas do grupo aos cargos de governador, vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

A medida afeta nomes conhecidos da política sergipana, incluindo o postulante ao Governo do Estado, Dr. Helton Monteiro; a candidata a vice-governadora, Maria Izaltina; o candidato ao Senado, Iran Barbosa; além de Dr. Emerson e delegado Mário Leony na disputa federal. No plano estadual, a decisão alcança as candidaturas de Linda Brasil e Sônia Meire à Assembleia Legislativa de Sergipe (ALESE).

A deliberação não foi unânime. Durante os debates no plenário, o juiz Jaiusso proferiu voto divergente acolhendo os argumentos apresentados pela defesa da federação.

Origem da divergência e linha de defesa

Logo após o encerramento da sessão, a deputada estadual Linda Brasil declarou que a federação ingressará com recurso perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e sustentou que sua candidatura permanece em pleno andamento.

A parlamentar explicou que o indeferimento está atrelado a pendências formais da Rede Sustentabilidade, sigla que compõe a federação com o PSOL. Segundo a defesa, a Rede encontra-se inativa no estado desde 2025, o que, no entendimento dos advogados do PSOL, não deveria acarretar o indeferimento coletivo das candidaturas aprovadas pela convenção do PSOL.

Prosseguimento do processo eleitoral

Por se tratar de uma disputa sob o formato de federação partidária, as pendências em um dos partidos integrantes repercutem sobre a totalidade das candidaturas apresentadas pelo bloco.

Apesar do resultado desfavorável na instância regional, os candidatos prejudicados poderão manter as atividades de campanha e aparecer na urna enquanto o processo aguarda julgamento dos recursos interpostos no TSE.

Acompanhe as últimas novidades da política na seção: Política em Sergipe

Compartilhe esta notícia