Polícia prende investigado por fraude na compra de veículos de luxo em SE

Golpe gerou prejuízo de quase R$ 400 mil a uma concessionária na capital; criminosos usavam cartões de terceiros e revendiam os carros rapidamente.

Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri)

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A Polícia Civil de Sergipe, por meio do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) e com o suporte da Divisão de Inteligência (Dipol), efetuou a prisão de um segundo homem investigado por integrar um sofisticado esquema interestadual de estelionato. O golpe gerou um prejuízo estimado em quase R$ 400 mil a uma concessionária de veículos localizada em Aracaju.

A captura do suspeito ocorreu na última quinta-feira (14) no município de Ituiutaba, em Minas Gerais, em uma operação conjunta com a Polícia Civil mineira. O primeiro integrante do grupo já havia sido detido em março deste ano.

Como Funcionava o Golpe dos Carros de Luxo

Segundo as investigações lideradas pela delegada Lauana Guedes, o grupo agia de forma remota e estruturada para enganar tanto as empresas quanto os donos dos cartões:

  • A Negociação: Os estelionatários entravam em contato com a concessionária de Aracaju por aplicativos de mensagens, fingindo interesse em carros de luxo. Para fechar o negócio, solicitavam links de pagamento.
  • Dados de Terceiros: As transações eram quitadas utilizando dados de cartões de crédito pertencentes a pessoas que sequer sabiam que seus nomes estavam sendo usados.
  • A Retirada: Logo após a aprovação da operadora do cartão, os criminosos enviavam motoristas de guincho terceirizados para retirar os automóveis diretamente na concessionária.

A fraude só era descoberta dias depois, quando os verdadeiros donos dos cartões notavam a cobrança indevida e solicitavam o cancelamento junto às administradoras. Com o estorno dos valores, a concessionária de Aracaju ficava no prejuízo, pois já havia entregue os bens.

Identidades Falsas e Revenda Rápida

Para dificultar a ação da polícia, os criminosos informavam endereços falsos e alegavam que estavam temporariamente em outros estados da federação.

“Há indícios de que o grupo atue de forma estruturada e interestadual. Assim que pegavam os carros, eles os revendiam rapidamente para terceiros por valores bem abaixo do mercado. Essa estratégia servia para pulverizar os bens, dificultando o rastreamento e a recuperação por parte das autoridades”, explicou a delegada Lauana Guedes.

O Depatri e a Dipol continuam trabalhando em conjunto para identificar outros possíveis membros dessa organização criminosa e localizar os veículos que foram subtraídos da concessionária sergipana.

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