Exploração Comercial: Polícia desarticula canil clandestino e prende homem em Estância

Ação da delegacia especializada resgatou mais de vinte cães de raça que viviam sem água e comida em ambiente repleto de sujeira no interior

Animais de raça eram mantidos sem água ou comida em sítio na zona rural e em casa no Centro. (Foto: Divulgação / SSP-SE)

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Uma operação coordenada pela Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente resultou no fechamento de um canil que operava de forma ilegal no município de Estância, na região Sul do estado, na manhã desta segunda-feira, 13 de julho. A ação policial, que teve o suporte fundamental de agentes da Delegacia Regional de Estância, culminou na prisão em flagrante de um homem de quarenta e sete anos de idade, indiciado pelo crime de maus-tratos contra animais domésticos.

A investigação que levou à desarticulação do esquema comercial clandestino teve início após o recebimento de denúncias encaminhadas de forma anônima pela comunidade. Diante das suspeitas de exploração e negligência severa, os investigadores mapearam a rota das vendas e identificaram que cães de raças altamente valorizadas no mercado de pets, como Yorkshire e Border Collie, eram reproduzidos sistematicamente no local para posterior venda comercial.

Condições Degradantes e Destinação para Adoção

Durante a vistoria realizada na propriedade rural utilizada como base para a reprodução, os agentes civis constataram um cenário de extrema crueldade. No sítio, foram localizados cinco exemplares da raça Yorkshire, nove cães Border Collie e um Cane Corso. Todos os animais de médio e grande porte estavam severamente debilitados pela privação prolongada de água potável e de alimentação balanceada, sobrevivendo acorrentados ou trancados em cercados tomados por uma grande quantidade de dejetos e urina.

Paralelamente à fiscalização no campo, o responsável pelo canil foi detido em sua residência principal, situada na área central da cidade de Estância. No interior do imóvel urbano, os policiais resgataram outros sete cães da raça Yorkshire, incluindo vários filhotes que eram mantidos em cubículos apertados e insalubres. O delegado responsável pelas investigações, Hugo Leonardo, revelou que os filhotes eram anunciados e vendidos por meio de plataformas digitais e redes sociais particulares. Ao todo, os vinte e dois animais salvos do cativeiro foram encaminhados para a sede da Depama e serão distribuídos para entidades de proteção parceiras antes de seguirem para adoção responsável.

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