Mulher é encontrada morta com marcas no pescoço em Boquim

O corpo já estava em estado de putrefação, indicando que a morte provavelmente teria ocorrido há cerca de três dias antes da localização

A Polícia Civil de Sergipe mobilizou equipes para apurar o que aponta para mais um crime com motivação passional no interior do estado. Uma jovem de 29 anos de idade foi encontrada morta dentro de seu próprio quarto na tarde desta quarta-feira (1º), no município de Boquim. A ocorrência, que gerou forte comoção, passou a ser tratada formalmente pela Secretaria de Segurança Pública como suspeita de homicídio doloso.

Mãe Encontra Vítima em Cima da Cama

O acionamento inicial recebido pelo Batalhão da Polícia Militar (PMSE) indicava uma suposta tentativa de homicídio em andamento. Ao chegarem ao endereço residencial, no entanto, os policiais constataram que a mulher já não apresentava funções vitais.

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe da jovem relatou que não conseguia estabelecer contato com a filha desde o último domingo (28). Angustiada com o sumiço repentino, a idosa resolveu ir até o imóvel acompanhada de um neto. Ao entrarem nas dependências do quarto, depararam-se com a vítima deitada sobre a cama, já sem vida.

Suspeito Não Aceitava Fim de Relacionamento

Durante as entrevistas de campo realizadas pelos militares, a mãe da vítima revelou que a filha havia rompido os laços afetivos com o companheiro de forma recente. Ela destacou ainda que o homem vinha demonstrando comportamento agressivo e não aceitava de forma alguma os termos do término da relação. O ex-parceiro agora é considerado o principal investigado do inquérito.

Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceram à residência para formalizar o atestado de óbito. Em parecer preliminar aos agentes, o médico plantonista explicou que o avançado estado de putrefação do cadáver sugere que o falecimento tenha ocorrido cerca de 72 horas antes do achado.

Técnicos do Instituto de Criminalística recolheram materiais na cena do crime, enquanto o Instituto Médico Legal (IML) providenciou a remoção do corpo para a capital, onde exames de necropsia apontarão se as marcas visíveis no pescoço decorreram de asfixia mecânica.

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