A Polícia Civil de Sergipe divulgou atualizações sobre o inquérito que apura a morte de felinos no campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão. Os primeiros laudos periciais emitidos pela Polícia Científica apontam de forma técnica que os animais morreram em decorrência de ataques violentos provocados por cães.
Ao todo, dez exames necroscópicos foram finalizados e anexados à investigação. Segundo os peritos criminais responsáveis, os corpos dos felinos apresentavam lesões traumáticas severas e totalmente compatíveis com mordeduras de canídeos, descartando, inicialmente, hipóteses de espancamento humano nos corpos analisados nesta primeira etapa.
Detalhes das Lesões Apontadas pela Perícia
O relatório forense detalha o padrão de ferimentos encontrados nos animais recolhidos nas dependências da universidade:
- Tipos de Trauma: Presença de perfurações profundas, hematomas extensos e múltiplas fraturas em costelas e vértebras;
- Regiões Afetadas: Os ferimentos concentraram-se de forma massiva nas regiões cervical (pescoço) e torácica dos felinos;
- Padrão Clínico: Lesões características de ataques por animais de médio ou grande porte.
Identificação de Tutores
A Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama) informou que as linhas de investigação avançaram para identificar os donos dos cachorros. Alguns proprietários de cães que costumam transitar livremente pelas dependências da UFS já foram localizados pela polícia e intimados a prestar esclarecimentos formais sobre a guarda dos animais.
Segundo a Polícia Civil, esses cães possuem uma rotina classificada como “semidomiciliada”. Eles permanecem soltos e sem supervisão durante todo o dia pelas vias do campus e retornam para as residências de seus tutores, localizadas nas proximidades da universidade, no período da noite.
Próximos Passos do Inquérito
A Depama ressaltou que o caso não está encerrado. As equipes policiais aguardam a conclusão de laudos pendentes que estão sendo processados em laboratório, incluindo exames toxicológicos detalhados para afastar qualquer possibilidade de envenenamento concomitante. As diligências seguem em andamento para apurar a responsabilidade legal e criminal dos donos dos cães envolvidos nas mortes.

