A Secretaria de Estado da Segurança Pública, por meio da Polícia Militar de Sergipe (PMSE), divulgou o balanço estatístico referente ao primeiro semestre de 2026. Os dados compilados pelo Setor de Análise Criminal da corporação revelam uma retração consistente nos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) e nos delitos patrimoniais, além de um forte avanço no volume de entorpecentes apreendidos em território sergipano.
Redução Expressiva nos Homicídios
O indicador mais emblemático do relatório aponta uma queda acentuada nos crimes contra a vida. No confronto direto entre os meses de junho de 2025 e junho de 2026, os casos de homicídio encolheram 45,45%. Quando analisado o panorama completo do acumulado de janeiro a junho, a redução consolidada foi de 7,79%.
O comportamento de baixa também se repetiu nas tentativas de homicídio por todo o estado. O mês de junho fechou com um decréscimo de 41,51% nessas ocorrências, enquanto o balanço do semestre fechou com uma diminuição de 7,53% nos registros oficiais.
Combate ao Tráfico e Apreensão Recorde de Drogas
As frentes operacionais focadas em sufocar financeiramente as organizações criminosas resultaram em um acréscimo de 47,18% no recolhimento de substâncias ilícitas.
| Período (Janeiro a Junho) | Volume de Drogas Apreendidas (kg) |
| Primeiro Semestre de 2025 | 1.215,97 kg |
| Primeiro Semestre de 2026 | 1.789,62 kg |
O confisco de quase 1,8 tonelada de entorpecentes retira de circulação ativos valiosos do tráfico e enfraquece a criminalidade derivada nas diversas regiões do estado.
Indicadores Patrimoniais em Queda
Os crimes que impactam diretamente a rotina do cidadão nas ruas também apresentaram retração no primeiro semestre de 2026. As ocorrências de roubo de aparelhos celulares caíram 28%. Já os roubos de veículos (carros e motocicletas) registraram uma diminuição de 22,43% no comparativo com os primeiros seis meses do ano passado.
Segundo a assessoria da PMSE, a melhoria nos índices de criminalidade decorre do reposicionamento estratégico do policiamento ostensivo, do suporte de ferramentas de inteligência geográfica para o emprego do efetivo em áreas de maior mancha criminal e da realização contínua de operações integradas com as demais forças de segurança pública do estado.

