A Polícia Civil de Sergipe, por meio de uma ação coordenada pelo Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública, deflagrou uma importante operação policial para desarticular um suposto esquema financeiro ilícito. Batizada de Operação Contracorrente, a ofensiva cumpriu sete mandados judiciais de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira. Os trabalhos investigativos apuram a prática de crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa diretamente relacionados à exploração de jogos de azar e apostas ilegais de caráter eletrônico.
Conforme as informações oficiais disponibilizadas pela Secretaria de Segurança Pública, os indícios de irregularidades começaram a ser mapeados a partir de relatórios detalhados emitidos por órgãos de controle e inteligência financeira. Esses documentos técnicos apontaram uma intensa movimentação de capitais e transações bancárias atípicas entre os envolvidos. O Deotap identificou uma rede estruturada que utilizava contas de pessoas físicas e jurídicas interpostas, popularmente conhecidas como laranjas, além de firmas de fachada constituídas unicamente para dissimular a origem de recursos financeiros gerados pelas plataformas de apostas.
Os elementos de prova colhidos até o presente momento demonstram que o grupo utilizava técnicas sofisticadas de ocultação de patrimônio para tentar conferir uma aparência de legalidade aos recursos de origem duvidosa. Essa prática criava barreiras adicionais para dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades de fiscalização tributária. Para coletar novos elementos de prova, a polícia obteve autorização da Justiça para realizar buscas domiciliares e apreender mídias digitais, computadores, celulares e documentos fiscais que possam detalhar o funcionamento interno da organização criminosa.
Na região metropolitana, as equipes de policiais civis concentraram os cumprimentos das ordens judiciais em endereços localizados na capital Aracaju e no município vizinho de Nossa Senhora do Socorro. O Deotap ressalta que as apurações continuarão em andamento com a análise técnica de todos os materiais recolhidos durante as buscas. O objetivo dos investigadores nesta nova fase do inquérito é mapear a totalidade dos beneficiários dos repasses financeiros, confirmar a extensão dos danos causados à ordem tributária e responsabilizar judicialmente todos os integrantes da associação.
*Com informações da SSP/SE
