Avaliação negativa do governo Lula passa de 38% para 43%, aponta Ipsos-Ipec

Avaliação positiva fica em 33%; levantamento também mostra que 42% aprovam a forma como o presidente administra o país e 40% afirmam confiar em Lula

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou um avanço de cinco pontos percentuais no intervalo entre junho e setembro de 2026. Segundo levantamento divulgado pela pesquisa Ipsos-Ipec nesta quarta-feira (16), 43% dos brasileiros classificam a atual gestão como ruim ou péssima, ante 38% observados no levantamento anterior.

A parcela que considera o governo ótimo ou bom permaneceu estável em 33% (era 32% em junho), enquanto o grupo que avalia a administração como regular caiu de 28% para 23%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

Aprovação, confiança e expectativas

Em relação ao modo de governar do presidente, a aprovação passou de 44% em junho para 42% em setembro, ao passo que a desaprovação subiu de 50% para 53%. A confiança no mandatário registrou pouca variação: 40% declaram confiar em Lula e 57% afirmam não confiar.

O levantamento também apontou que 45% dos entrevistados consideram que a gestão está pior do que o esperado, enquanto 28% avaliam que está dentro das expectativas e 24% acham que o desempenho supera o previsto.

Percepção econômica e perfil dos entrevistados

No campo econômico, 45% dos entrevistados percebem uma piora nos últimos seis meses. Contudo, ao projetar o cenário para os próximos seis meses, as expectativas positivas sobem de 36% para 42%, enquanto a previsão de piora diminui de 32% para 25%.

Regionalmente e por nichos demográficos, o governo mantém seus maiores índices de avaliação positiva entre os eleitores de Lula em 2022 (65%), residentes no Nordeste (47%) e famílias com renda de até um salário mínimo (46%). Em contrapartida, a avaliação ruim ou péssima é predominante entre os eleitores de Jair Bolsonaro em 2022 (80%), pessoas com renda acima de cinco salários mínimos (62%), evangélicos (55%) e entrevistados com ensino superior (52%).

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas presencialmente em 130 municípios do país entre os dias 9 e 13 de setembro.

Por Weber Shandwick

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