O cenário político nacional e estadual ganhou novos contornos nesta segunda-feira, vinte de julho, após a manifestação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O parlamentar classificou como uma “tentativa de intimidação” a decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de remeter à Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe uma representação formal apresentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
PGR afasta abuso, mas remete análise ao âmbito eleitoral
No despacho proferido, a chefia do Ministério Público Federal rechaçou a acusação de abuso de autoridade formulada pelo magistrado do STF contra o senador sergipano. Contudo, Gonet autorizou o envio da documentação para que os procuradores eleitorais em Sergipe examinem se houve desvio de finalidade, abuso de poder político ou eventual infração ao código eleitoral na atuação de Alessandro durante a CPI do Crime Organizado.
Defesa das prerrogativas e próximos passos jurídicos
O senador Alessandro Vieira reforçou ter tomado ciência da movimentação por meio da imprensa e informou que prestará esclarecimentos técnicos à Procuradoria Eleitoral. O pré-candidato à reeleição em dois mil e vinte e seis sustenta que agiu estritamente respaldado pela imunidade e pelas atribuições constitucionais inerentes ao mandato parlamentar ao assinar o relatório final do colegiado investigativo.
