Cerca de 2 mil trabalhadores foram às ruas de Aracaju nesta sexta-feira (1º) para celebrar o Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora com uma pauta marcada por reivindicações sociais e críticas à gestão do saneamento no estado. O ato, organizado pela CUT/SE em conjunto com diversas centrais sindicais e movimentos estudantis, focou no fim da escala de trabalho 6×1, no combate ao feminicídio e na luta contra a privatização da água.
A concentração teve início às 8h na Praça José Andrade Góis, no bairro 18 do Forte, de onde a Marcha da Classe Trabalhadora seguiu em caminhada com destino ao bairro Industrial.
Privatização e Revolta
Um dos pontos centrais do protesto foi a indignação com o serviço de abastecimento de água após a privatização. Segundo Roberto Silva, presidente da CUT-SE, a mudança no modelo de gestão resultou em uma combinação prejudicial para a população:
- Falta de água: Relatos de desabastecimento generalizado na capital e no interior.
- Tarifas altas: Aumento considerado exorbitante nos valores das contas de água.
- Indignação: “É uma combinação que afeta diretamente a classe trabalhadora e está gerando muita revolta”, afirmou o dirigente.
Pauta Nacional
Além das questões locais, a marcha defendeu o fim da escala 6×1 sem redução salarial, pauta que tem ganhado fôlego em todo o país. O ato foi realizado de forma unificada entre entidades como a CTB, UGT, CSP, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.
Com informações da CUT-SE
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