As quedas da própria altura — acidentes aparentemente simples causados por tropeços ou escorregões — continuam sendo um desafio para a saúde pública em Sergipe. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) revelam que o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) já realizou 2.570 atendimentos desse tipo nos últimos anos. Apenas em 2025, foram 661 casos registrados, e em 2026 os números já somam 46 ocorrências.
A maior preocupação recai sobre a população idosa, que possui maior fragilidade óssea e equilíbrio reduzido. Um exemplo é o caso do aposentado Cícero Cosme Rocha, de 81 anos, que precisou ser transferido para o Huse após cair de uma escada e bater a cabeça.
Lesões graves e longa recuperação
De acordo com o Dr. Antônio Cabral, responsável pela ortopedia do Huse, as lesões mais comuns são as fraturas de fêmur (colo e transtrocantéricas). “São cirurgias complexas que muitas vezes exigem cuidados em UTI no pós-operatório. A recuperação mínima é de cerca de seis meses, com fisioterapia intensa”, alerta o médico.
O especialista ressalta que, em casos graves, as complicações decorrentes da queda podem levar o paciente idoso a óbito, o que torna a prevenção a melhor estratégia.
Dicas para evitar quedas em casa:
- Iluminação: Manter os ambientes da casa sempre bem iluminados;
- Segurança: Instalar corrimãos em escadas e barras de apoio em banheiros;
- Calçados: Priorizar o uso de calçados fechados e com solado antiderrapante;
- Obstáculos: Retirar tapetes soltos e fios do caminho para evitar tropeços.
