O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira, 10 de março, o julgamento do suplente Bosco Costa (PL-SE) e dos deputados Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil. A acusação envolve supostos desvios em emendas parlamentares.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo teria cobrado propina para a liberação de recursos federais. O julgamento deve se estender com novas sessões marcadas para esta tarde e para a manhã de quarta-feira (11).
Entenda a acusação da PGR
A denúncia aponta que, em 2020, os acusados teriam solicitado R$ 1,6 milhão em vantagens indevidas. O valor seria o “pedágio” para a liberação de R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).
O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin. Além dele, compõem a turma os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia, que analisarão as provas apresentadas pela investigação.
O que dizem as defesas
Os advogados de Bosco Costa pedem a rejeição da denúncia por falta de provas concretas. Segundo a defesa, a acusação se baseia em diálogos de terceiros e anotações desconhecidas pelo político sergipano.
Já a defesa de Josimar Maranhãozinho classifica as acusações como frágeis. O Pastor Gil questiona a legalidade das provas, alegando que a investigação deveria ter começado diretamente no STF.

