População fica sem atendimento oftalmológico por falta de equipamentos em São Cristóvão

Falta de equipamentos impede exames e laudos oftalmológicos no Centro de Especialidades Lurdes Vieira Araújo.

Foto: Divulgação

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A população de São Cristóvão segue enfrentando dificuldades para acessar atendimento oftalmológico no Centro de Especialidades Lurdes Vieira Araújo, devido à falta de equipamentos essenciais para a realização de exames e emissão de laudos técnicos especializados.

A ausência dos aparelhos impede que pacientes sejam avaliados adequadamente por profissionais da Oftalmologia, situação que tem gerado indignação e preocupação entre moradores que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com nota emitida pela Ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde, o problema persiste porque os processos de licitação para aquisição dos equipamentos não tiveram êxito. Com isso, usuários do SUS que apresentam problemas no globo ocular continuam sem acesso a um parecer técnico no próprio município.

Em resposta à manifestação registrada na Ouvidoria, sob o protocolo nº 4145/2026.01, a gestão municipal confirmou oficialmente a inexistência dos equipamentos oftalmológicos e reconheceu que a situação se arrasta há anos.

Segundo nota assinada pela diretora de Planejamento e Gestão do SUS em São Cristóvão, Maria Fernanda de Sá Camarço, o município tenta adquirir os equipamentos desde 2022, mas todos os processos de compra realizados até o momento não foram concluídos com sucesso.

“Esclarecemos que, em outubro de 2025, foi aberta uma nova licitação para a aquisição dos equipamentos necessários, a qual se encontra atualmente na fase de recebimento das propostas das empresas interessadas. Lamentamos os transtornos causados à população e informamos que a gestão municipal está trabalhando para que o serviço oftalmológico seja disponibilizado o mais breve possível”, afirmou a diretora.

Para o ativista comunitário Shalom Souza Ferreira, a situação fere um direito básico da população e atinge, principalmente, os cidadãos mais vulneráveis.

“Até quando o cidadão que sofre com problemas oftalmológicos ficará sem o privilégio de um diagnóstico técnico adequado dentro do próprio município?”, questionou.

O líder comunitário também cobrou um posicionamento das autoridades responsáveis e reforçou a necessidade de transparência e agilidade na resolução do problema.

“A população precisa de respostas concretas. Com a palavra, o prefeito Júlio Nascimento Júnior e a secretária municipal de Saúde, Fernanda Santana”, declarou.

Enquanto não há definição sobre a conclusão do processo licitatório e a chegada dos equipamentos, pacientes seguem dependendo de encaminhamentos para outros municípios ou permanecem sem diagnóstico, o que pode agravar quadros clínicos que seriam passíveis de tratamento precoce.

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