A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira, 14 de abril de 2026, a Operação Warren, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no desvio de recursos públicos federais. O esquema, que movimentou mais de R$ 1 milhão, tinha como foco recursos destinados à reforma e ampliação de uma escola da rede estadual de ensino em Sergipe.
Ao todo, 16 policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em Aracaju. As investigações tiveram início após uma auditoria técnica da Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (CEHOP), que detectou que os valores pagos à empresa responsável não condiziam com o que havia sido construído na prática.
Como funcionava o esquema
De acordo com a PF, o grupo criminoso utilizava métodos sofisticados para burlar a fiscalização:
- Fraude em Medições: Documentos eram falsificados para simular a execução de serviços que nunca ocorreram.
- Ocultação de Recursos: Após a liberação dos pagamentos, o dinheiro era transferido para contas de “laranjas” (pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo).
- Conluio: O esquema contava com o apoio de empresários e de um servidor público encarregado de fiscalizar o andamento da obra.
Os envolvidos na Operação Warren poderão responder por crimes graves, incluindo organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e fraude em contrato administrativo.
*Com informações da PF/SE
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