Intenção de compra de imóveis bate recorde e reacende debate sobre seguro residencial

Com o mercado imobiliário aquecido, especialistas alertam para baixa adesão ao seguro residencial e aumento da exposição a riscos climáticos.

Imagem ilustrativa de negociação imobiliária que representa o crescimento da intenção de compra de imóveis no Brasil.

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Nesta terça-feira, 4 de março, dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontaram que a intenção de compra de imóveis no Brasil atingiu o maior nível da série histórica, alcançando cerca de 50% dos domicílios brasileiros. O cenário sinaliza um novo ciclo de aquecimento no setor, com famílias planejando sair do aluguel ou investir na casa própria nos próximos dois anos.

O movimento reforça a retomada do mercado imobiliário e indica maior confiança do consumidor. Conforme acompanhado anteriormente pelo portal, o setor já vinha demonstrando sinais de recuperação impulsionados por crédito imobiliário e estabilidade no emprego.

Mercado imobiliário vive novo ciclo de alta

O levantamento mostra que milhões de brasileiros consideram adquirir imóvel em curto e médio prazo. O crescimento da demanda pode impactar diretamente setores como construção civil, financiamento habitacional e mercado de seguros.

Especialistas avaliam que o momento é estratégico tanto para compradores quanto para investidores. A tendência é de valorização gradual dos imóveis, especialmente em grandes centros urbanos.

Seguro residencial ainda é pouco contratado

Apesar do aquecimento do mercado, um ponto chama atenção: apenas cerca de 17% das residências brasileiras possuem seguro residencial. O índice é ainda menor quando se trata de cobertura contra eventos climáticos extremos, como alagamentos, que representam menos de 1% das apólices contratadas.

Segundo Gustavo Andrade, diretor operacional e administrativo do Grupo VSX, o seguro deve ser visto como parte do planejamento financeiro.

“Quem assume um financiamento ou compromete grande parte da renda na compra de um imóvel não pode correr o risco de perder tudo diante de um incêndio ou enchente. O seguro funciona como um amortecedor financeiro”, afirma.

Além da cobertura básica contra incêndio, queda de raio e explosão, as apólices podem incluir proteção contra danos elétricos, roubo, vendaval, desmoronamento e responsabilidade civil familiar. Algumas ainda oferecem assistência 24 horas, com serviços de chaveiro, eletricista e encanador.

Proteção patrimonial ganha espaço no debate

Com o aumento de eventos climáticos extremos e prejuízos bilionários registrados nos últimos anos, cresce o debate sobre proteção patrimonial no país.

O custo do seguro residencial costuma representar uma fração do valor do imóvel, o que, segundo especialistas, torna a contratação financeiramente viável diante do patrimônio protegido.

Com o mercado imobiliário aquecido, avaliar mecanismos de proteção pode ser decisivo para garantir estabilidade financeira e evitar perdas inesperadas.

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