CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e convoca André Moura em Brasília, DF

Comissão também aprovou outros 86 requerimentos, incluindo novas convocações e quebras de sigilo.

Integrantes da CPMI do INSS durante sessão no Congresso Nacional, em Brasília. - Foto: © Geraldo Magela/Agência Senado

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A decisão ocorreu durante a 32ª reunião do colegiado, realizada em Brasília.

O pedido foi apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que solicitou relatórios de inteligência financeira e acesso a informações fiscais e bancárias do empresário.

Segundo o parlamentar, as medidas são necessárias para aprofundar as investigações sobre o esquema nacional de descontos associativos não autorizados que atingiu aposentados e pensionistas do INSS.

Investigação e decisão do STF

Fábio Luís Lula da Silva é citado em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a deflagrar nova fase da Operação Sem Desconto, em 18 de dezembro de 2025.

De acordo com as investigações, mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, mencionam o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz”, referência que, segundo investigadores, poderia indicar Lulinha.

A defesa do empresário informou, em nota, que ele não possui qualquer relação com as fraudes e que não recebeu valores de origem criminosa. O advogado Guilherme Suguimori Santos afirmou que solicitou ao STF acesso aos autos da investigação.

Outras convocações e requerimentos

Durante a mesma sessão, os integrantes da CPMI aprovaram outros 86 requerimentos. Entre eles, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e a convocação de Augusto Ferreira Lima, ex-executivo da instituição.

Também foram aprovadas convocações do ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, conhecido como André Moura, da empresária Danielle Miranda Fontelles e de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Os requerimentos foram votados em bloco. Após a proclamação do resultado, houve tumulto na sessão, com interrupção temporária dos trabalhos.

Depoimentos previstos

A comissão ouvirá o empresário Paulo Camisotti, investigado por suposta participação no esquema. O pai dele, Maurício Camisotti, está preso sob acusação de envolvimento nas fraudes contra beneficiários do INSS.

Outros convocados não compareceram à reunião. Segundo a presidência da CPMI, novas providências poderão ser adotadas para garantir os depoimentos.

Fonte: Agência Brasil

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