O vírus da gripe em Sergipe registrou um aumento significativo na circulação nas últimas semanas, segundo o novo boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta-feira (20). O estado acompanha uma tendência de alta observada na maioria da região Nordeste, impulsionada principalmente pelo avanço da Influenza A.
De acordo com o levantamento, o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Sergipe acende um alerta para a necessidade de prevenção imediata. Além da gripe, outros vírus como o Rinovírus e a Covid-19 continuam apresentando prevalência nos diagnósticos e óbitos registrados em 2026.
Raio-X dos vírus em 2026
Os dados da Fiocruz revelam o cenário epidemiológico atual em relação aos casos positivos de SRAG no país:
- Rinovírus: 41,9% (líder em casos)
- Influenza A: 21,8%
- Sars-CoV-2 (Covid-19): 14,7%
- VSR: 13,4%
Embora o Rinovírus lidere o número de infectados, a Influenza A e a Covid-19 seguem como as principais causas de óbitos, empatadas com 30,8% de prevalência nas últimas quatro semanas.
Vacinação começa dia 28 de março
Como resposta ao avanço do vírus da gripe em Sergipe, o Ministério da Saúde confirmou o início da campanha de vacinação para o dia 28 de março. A estratégia foca na ampliação da cobertura vacinal para evitar casos graves e mortes.
“A principal forma de prevenção é a vacina. No dia 28, começa a vacinação contra a Influenza A para os grupos prioritários”, destaca a pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz. A campanha seguirá até o dia 30 de maio, com o “Dia D” de mobilização nacional já marcado para o próximo sábado.
Quais são os sintomas da Influenza A que está circulando em Sergipe?
Os principais sintomas incluem febre alta de início súbito, dor de garganta, tosse, dores no corpo e dor de cabeça. Em casos de falta de ar ou cansaço excessivo, deve-se procurar uma unidade de saúde imediatamente.
Quem pode tomar a vacina da gripe a partir do dia 28?
Inicialmente, a vacinação é voltada para os grupos prioritários: idosos (60+), crianças (6 meses a 5 anos), gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, professores e pessoas com comorbidades.
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