O animal é monitorado pelo Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho e utiliza o litoral da Bahia e Sergipe, aproveitando para visitar seu companheiro, um peixe-boi-marinho também monitorado, “Astro”, que vive na região.
Nos últimos dias pescadores da região da Maré do Porto da Areia, em Estância (SE), relataram a presença de um peixe-boi-marinho nos locais conhecidos popularmente como Matinha, Tarara e Freitas. Trata-se de “Tupã”, um visitante já conhecido da região, que costumeiramente faz deslocamentos até a região do Complexo estuarino Piauí- Fundo-Real, divisa entre os estados de Sergipe e Bahia. A presença deste mamífero aquático na região está relacionada ao seu comportamento natural de exploração em busca de alimento, água doce e abrigo.
De tempos em tempos, “Tupã” visita seu amigo “Astro” – um peixe-boi-marinho que vive entre o litoral de Sergipe e da Bahia há mais de 27 anos. A primeira visita ocorreu em 2021, quando permaneceu na região por 17 dias. Geralmente, esses encontros acontecem durante o verão, com duração variável – a mais longa permanência foi de 26 dias, em 2022, enquanto as demais visitas costumam durar cerca de uma semana. Ambos são monitorados pelo Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho (PVPBM), realizado pela Fundação Mamíferos Aquáticos com o patrocínio da Petrobras e do Governo Federal por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Os peixes-boi marinhos são classificados como ameaçados de extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a perda de habitat e o encalhe de filhotes são as principais ameaças. Além disso, é importante destacar que “Tupã” e “Astro” já foram atropelados por embarcações motorizadas diversas vezes, o que torna essencial a adoção de medidas preventivas para garantir sua segurança e bem-estar. Apenas “Astro” já atingiu a triste marca de 25 vezes ser atropelado.
Durante os últimos dias, a equipe técnica do Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho (PVPBM) acompanhou atentamente a chegada e os deslocamentos de Tupã na região. O PVPBM já contatou os órgãos competentes locais e programou o envio de uma equipe à região para realizar ações de sensibilização junto à comunidade, orientando e esclarecendo dúvidas sobre a presença do animal e os cuidados necessários para sua conservação.
Alguns exemplares da espécie Trichechus manatus, popularmente conhecido como peixe-boi-marinho, são monitorados diariamente pelo PVPBM. Este acompanhamento é realizado através de monitoramento em campo com auxílio de um transmissor — dispositivo tecnológico que permite rastrear os animais via satélite e/ou via VHF (Very High Frequency), possibilitando a localização da espécie em tempo real.
COMO PROTEGER OS PEIXES-BOIS-MARINHOS AVISTADOS NA COSTA
O PVPBM solicita atenção redobrada aos condutores de embarcações motorizadas (barcos, lanchas, jet skis e afins):
Antes de acionar o motor, verifique cuidadosamente ao redor da embarcação – a hélice em movimento pode ferir gravemente ou até matar o animal;
Só ligue o motor quando houver certeza de que o animal não está nas proximidades;
Ao avistar o animal durante a navegação, reduza a velocidade ou desligue o motor para evitar colisões;
Não toque, não alimente, nem forneça bebida aos animais, mesmo que seja água.
CONTATOS
Caso observe qualquer interação inadequada com o animal, entre em contato com o Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho pelos telefones:
(79) 99130-0016;
(83) 99961-1338;
(83) 99961-1352 (WhatsApp)
Por Aline Gallo – Comunicação FMA / PVPBM


